A MITOLOGIA DE UM ANTROP˛LOGO

 

Entrevista de Victor Aiello Tsu com Clifford Geertz

 

 

O aumento na quantidade de comunicaÁžes e a maior integraÁ“o entre os seres humanos n“o necessariamente tornou a vida mais f·cil. Para o antropŰlogo norte-americano Clifford Geertz, 74, um dos principais deveres dos antropŰlogos (e do cientista social de maneira geral) neste inĚcio de sČculo Č tentar fazer com que as diversas sociedades (que s“o cada vez mais complexas e envolvem cada vez mais pessoas) sejam capazes de atingir algum entendimento entre si. Essa Č uma das mais relevantes liÁžes do autor de "Nova Luz sobre a Antropologia", livro que est· sendo lanÁado no Brasil nesta semana pela editora Jorge Zahar e re™ne desde ensaios crĚticos ý antropologia contempor’nea atČ reflexžes autobiogr·ficas (leia trecho na p·g. 9).

Com 18 livros publicados, Clifford Geertz Č, depois de Claude LČvi-Strauss, provavelmente o antropŰlogo cujas idČias causaram maior impacto apŰs a segunda metade do sČculo 20, n“o apenas para a prŰpria teoria e pr·tica antropolŰgicas, mas tambČm fora de sua ·rea, em disciplinas como a psicologia, a histŰria e a teoria liter·ria. Ele Č considerado o fundador de uma das vertentes da antropologia contempor’nea _a chamada antropologia hermenÍutica ou interpretativa. Para o autor (que se graduou em filosofia e inglÍs antes de decidir ser antropŰlogo) este volume Č uma oportunidade de, no fim de sua carreira, "montar sua prŰpria lenda antes que outros o faÁam". Clifford Geertz obteve seu PhD em antropologia em 1956 e desde ent“o conduziu extensas pesquisas de campo que deram origem a livros escritos essencialmente sob a forma de ensaio. Suas pesquisas ocorreram na IndonČsia e no Marrocos. Foi o descontentamento com a metodologia antropolŰgica disponĚvel ý Čpoca de seu estudo, que lhe parecia excessivamente abstrata e de certa forma distanciada da realidade que encontrou em campo, que o levou a elaborar um mČtodo novo de an·lise das informaÁžes obtidas entre as sociedades que estudava. Seu primeiro estudo tinha por objetivo entender a religi“o em Java. No final, foi incapaz de se restringir a apenas um aspecto daquela sociedade _que ele achava que n“o poderia ser extirpado e analisado separadamente do resto, desconsiderando, entre outras coisas, a prŰpria passagem do tempo. Foi assim que ele chegou ao que depois foi apelidado de antropologia hermenÍutica. Essa vertente, crucial para o desenvolvimento da contempor’nea _e ýs vezes chamada pŰs-moderna_ antropologia de matriz norte-americana, Č um estudo que pretende entender "quem as pessoas de determinada formaÁ“o cultural acham que s“o, o que elas fazem e por que razžes elas crÍem que fazem o que fazem". Uma das met·foras preferidas para definir o que faz a antropologia interpretativa Č a da leitura das sociedades como textos ou como an·logas a textos. A interpretaÁ“o se d· em todos os momentos do estudo, da leitura do "texto" cheio de significados que Č a sociedade ý escritura do texto/ensaio do antropŰlogo, interpretado por sua vez por aqueles que n“o passaram pelas experiÍncias do autor do texto escrito.

 

Na entrevista a seguir, Geertz fala do panorama da antropologia atual, daquilo que ele vÍ como o dever do antropŰlogo tanto hoje quanto no futuro, dos limites da interpretaÁ“o e de como a onda de globalizaÁ“o estaria afetando as diversas culturas.

 

O que o sr. acha que o futuro reserva aos antropŰlogos? Na introduÁ“o de seu livro, o sr. diz que est· cada vez mais difĚcil sobreviver ý base de antropologia, as coisas n“o s“o mais como eram. Qual Č o campo de trabalho da antropologia?

 

Bem, n“o Č bem que n“o d· para sobreviver com a antropologia, acho que os antropŰlogos est“o sobrevivendo bem, mas est· ficando mais difĚcil porque tudo est· ficando mais complicado. NŰs lidamos com uma gama maior de sociedades, n“o apenas as chamadas sociedades simples. Lidamos com sociedades grandes, como a Őndia, o Brasil, o que torna as coisas mais complexas do que quando nŰs fic·vamos restritos a apenas povos tribais. Em segundo lugar, o mundo Č agora muito mais integrado e desenvolvido, logo tudo Č conectado a tudo o mais de forma bastante complicada. AlČm disso, h· muito mais pessoas trabalhando nessas ·reas, em que antes costum·vamos trabalhar sozinhos. NinguČm mais estava muito interessado nos povos que estud·vamos, mas hoje todos est“o. Isso faz com que a antropologia seja muito mais do que a soma das coisas, em um sentido, mas muito mais difĚcil de buscar realizar, em outro.

 

Mas qual seria o dever dos antropŰlogos?

 

N“o creio que possamos fazer muito mais do que seguir do jeito que estamos e continuar a pensar no que estamos fazendo e qual a nossa contribuiÁ“o particular _o tipo de contribuiÁ“o que a antropologia pode de fato dar eficazmente. A antropologia n“o pode mais ser uma ciÍncia completamente geral, que estuda tudo, que diz estudar o "Homem". Ela tem que perceber qual Č, em um lugar como a Őndia, ou a IndonČsia, ou o Marrocos, ou o Brasil, o seu papel particular em interpretar o que ocorre _isso ao lado de outras disciplinas, como economia, polĚtica, histŰria, literatura. Tudo isso deve ser levado em consideraÁ“o, e a antropologia deve encontrar seu lugar e sua contribuiÁ“o em meio a esses outros campos.

 

Como o sr. se envolveu com a antropologia?

 

Eu fiz faculdade depois da guerra, depois da Segunda Guerra Mundial, e estudei inglÍs e filosofia por uns tempos. E ent“o, quando decidi fazer a pŰs-graduaÁ“o, um de meus professores sugeriu que eu poderia me interessar por antropologia, em particular a que estava ent“o sendo ensinada em Harvard, porque em Harvard estava sendo ensinada como parte de um departamento multidisciplinar, chamado relaÁžes sociais. Nesse departamento, estavam reunidas as disciplinas de antropologia, sociologia, psicologia social e psicologia. Ent“o eu fiz isso e foi assim que entrei para a antropologia.

 

O sr. acredita que a antropologia cultural, a chamada antropologia hermenÍutica, pode ser considerada uma ciÍncia?

 

Claude LČvi-Strauss diria que o tipo de antropologia praticada pelo sr. n“o Č antropologia, e sim etnografia. Devo dizer que n“o sou da mesma categoria que Claude, mas n“o acho essa quest“o particularmente importante. N“o me importa se ele a chama de ciÍncia ou n“o, eu mesmo acredito que seja, mas isso depende do que significa "ciÍncia". LČvi-Strauss certamente est· certo ao dizer que a antropologia cultural n“o segue o mesmo modelo que as ciÍncias naturais, mas eu acredito que seja empĚrica, sistem·tica, tente desenvolver argumentos que possam ser ao menos confrontados com provas. Ela vai atr·s de um objetivo mais ou menos especĚfico... Por isso n“o vejo motivo para n“o cham·-la de ciÍncia, mas concordo que n“o como a fĚsica ou a quĚmica etc. PorČm n“o vejo por que compar·-la ý fĚsica. Eu mesmo n“o acho que a quest“o de como cham·-la seja t“o importante.

Ent“o, para ela ser vista como ciÍncia, n“o Č necess·rio que a chamemos de ciÍncia. Suponho que n“o. Š, n“o precisa. Eu costumo fazÍ-lo, bem, por questžes polĚticas.

 

Parafraseando Max Weber, a antropologia, tanto em campo quanto na academia, Č uma vocaÁ“o?

 

Com certeza Č uma vocaÁ“o para mim, tem sido assim nos ™ltimos 50 anos. Espero que continue a ser, sim, Č um compromisso, Č mais do que um simples trabalho ou um lugar para se receber um sal·rio. Eu tento, suponho, melhorar as comunicaÁžes entre as pessoas, a compreens“o entre as pessoas. Portanto acredito que seja uma vocaÁ“o. Nem todos na antropologia est“o comprometidos com ela como se fosse uma vocaÁ“o, mas os melhores est“o.

 

Quais s“o os limites da interpretaÁ“o? Se a cultura Č um texto _ou an·loga a um texto_, e o antropŰlogo escreve um texto, e o leitor lÍ o texto e o interpreta tambČm e isso vai em frente... Quais s“o os limites?

 

Bem, n“o sei, acho que vocÍ p·ra de interpretar quando n“o tem mais o que dizer. Por exemplo, eu vou e escrevo sobre Bali ou Java, talvez vocÍ leia, pense sobre o que significa no contexto daquilo que vocÍ est· fazendo. E, apŰs um tempo, n“o h· muito mais a ser dito, quer dizer, nada muito mais interessante aparece, vocÍ pega o que pode e ent“o segue em frente. Acho que a corrente de texto depois de um tempo se entrega, porque tudo o que sabemos de importante ou interessante j· foi dito, ao menos naquela linha em particular, n“o como um todo, mas nessa linha, sim. Ent“o as coisas s“o abordadas de modo diferente, e vai-se em frente com isso. N“o creio que haja um ponto final Űbvio que diga exatamente onde Č o fim da interpretaÁ“o, mas, depois de um tempo, depois de 4.000 discussžes acerca da briga de galos, quem sabe baste.

Mas Č interessante, porque um estudante de antropologia brasileiro, lendo o ensaio sobre a briga de galos balinesa, ter· uma vis“o completamente diferente da de um estudante de antropologia balinÍs, que ter· uma vis“o diferente da do sr. quando escreveu o ensaio. Cada um est· fazendo a sua prŰpria interpretaÁ“o. Bem, mas a decis“o Č pessoal. Uma coisa interessante a fazer seria confrontar as leituras balinesas do texto com as brasileiras. Poderia nos ser ™til, na verdade n“o faÁo idČia, depende do que sairia disso. Mas costumo adotar uma vis“o a posteriori das coisas. Deve-se tentar primeiro e depois ver se vale a pena. N“o podemos prever o que ser· ™til e o que n“o o ser·.

 

Como se pode escapar do niilismo na interpretaÁ“o?

 

Eu n“o vejo qual Č o papel do niilismo. Se vocÍ fosse niilista, nem comeÁaria a interpretar. N“o tentaria ao menos comeÁar a entender os outros. Acho que h· uma diferenÁa entre o niilismo e uma simples ausÍncia de certeza. Š verdade que quase todas as interpretaÁžes antropolŰgicas tenham por fim um resĚduo de incerteza, de vagueza, indeterminaÁ“o, contingÍncia. Mas isso n“o Č niilismo, isso Č o modo como o mundo Č. Se vocÍ for realmente um niilista, n“o se importar· com nada, n“o tentar· buscar compreender nada, n“o interpretar· nada. N“o escreveria _ao menos eu n“o vejo raz“o para que escrevesse_ um longo livro sobre coisa nenhuma.

 

Seu novo livro tem um capĚtulo intitulado "Anti Anti-Relativismo". Diante das duas atitudes dominantes na antropologia _defesa de um relativismo quase absoluto e defesa de uma moral ou "natureza humana anterior a qualquer an·lise antropolŰgica", onde exatamente o sr. se situa?

 

Como eu disse, sou um anti anti-relativista, mas acredito que essa posiÁ“o seja mais comum aqui nos Estados Unidos do que imagino que seja no Brasil, embora eu n“o tenha certeza. Aqui nos EUA faz parte do movimento neoconservador puxar a carta do relativismo contra, bem, essencialmente contra a esquerda, contra liberais etc. O que dizem Č que, a menos que vocÍ se agarre a certas verdades absolutas, de certo tipo, vocÍ n“o pode acreditar em nada, n“o pode fazer nada, agir etc., e eu obviamente me oponho a essa vis“o. Acho que Č possĚvel agir sob a incerteza, Č possĚvel agir sob o indetermin·vel, porque este Č o modo como todos nŰs vivemos.

 

Qual Č a sua perspectiva quanto aos rumos atuais da globalizaÁ“o, essa moda de globalizaÁ“o que est· tomando conta do mundo? Como isso afeta as culturas?

 

Nos ™ltimos capĚtulos do meu livro eu falo sobre o que Č o padr“o, ao menos o que acredito que seja um padr“o. Ao mesmo tempo em que h· muita comunicaÁ“o e integraÁ“o em nĚvel mundial e uma ordem neoliberal geral, simultaneamente ocorre uma reaÁ“o contra isso, que busca aumentar auto-expressžes culturais. Acho que devemos usar esse paradoxo para entender exatamente o que acontece. N“o me parece que nem a idČia de o mundo inteiro estar meio que subsumido em uma ™nica hegemonia nem a noÁ“o de "cada um Č seu prŰprio eu" se impor“o. N“o sei bem o que dizer sobre a globalizaÁ“o como processo, a globalizaÁ“o Č um fato, est· ocorrendo, o gado atravessa o mundo, h· muita comunicaÁ“o etc., mas n“o acho que isso ocorra sem paralelos, sem outros movimentos em direÁžes opostas.

 

Ent“o o sr. n“o concorda que a globalizaÁ“o seja um movimento avassalador de culturas "menores"?

 

N“o, na verdade, n“o concordo. Bem, n“o sei como tudo isso terminar· quem Č que sabe isso? Mas o que eu sinto Č que essas culturas s“o realmente fortes e, em certo grau, s“o estimuladas pela prŰpria globalizaÁ“o a se tornarem ainda mais fortes. N“o creio que elas ser“o esmagadas, embora muita gente ache que sim.

 

O sr. tem uma vis“o otimista do futuro...

 

N“o diria que Č uma vis“o otimista, mas que ao menos esse tipo de pessimismo n“o Č o meu. Tenho meu prŰprio tipo de pessimismo, que n“o Č esse.

 

E qual Č o seu tipo de pessimismo?

 

Eu n“o tenho, estava brincando. Eu n“o acho que o mundo esteja prestes a se tornar, por completo, um tipo de hegemonia neoliberal baseada nos Estados Unidos. H· certamente pessoas que querem isso e alguns cientistas em alguns lugares que dizem que isso acontecer·, mas creio que h· v·rios motivos para questionar isso. N“o acredito que o neoliberalismo v· subjugar todo o mundo. Bem, temos que ver, temos que esperar a histŰria e ver.

 

Existe algum episŰdio de seu trabalho de campo que o sr. recorde como particularmente interessante?

 

Fiz muito trabalho de campo e sempre me diverti muito com ele. O primeiro de todos, ir por dois anos e meio a Java, foi bem excitante. Depois fui para Bali por um ano e depois para o Marrocos por v·rios anos. E ent“o estive de volta a Java, a Bali, ao Marrocos... O trabalho de campo foi seguramente um dos pontos altos da minha vida.

 

Gostaria que o sr. contasse um caso especĚfico, uma histŰria anedŰtica...

 

Escrevi sobre praticamente todos os eventos anedŰticos que me aconteceram, Č difĚcil me lembrar de algum especĚfico agora. O trabalho, depois de feito, quando olhamos para ele, Č semi-autobiogr·fico, ao menos em parte. E no meu trabalho eu j· contei uma sČrie de histŰrias, coisas que me aconteceram: ter sido surpreendido em plena guerra civil na Sumatra, ter-me envolvido com certas pessoas no Marrocos...

 

AtČ que ponto a sociedade a que se pertence e aquela na qual se faz o trabalho de campo influem no trabalho dos antropŰlogos?

 

N“o h· d™vida quanto a isso, todos nŰs somos, como se diz hoje, "observadores situados". A ™nica coisa que se pode fazer a respeito Č ter a maior consciÍncia possĚvel desse fato e pensar nisso, n“o assumir que o modo como vemos as coisas Č o modo como as coisas simplesmente s“o, mas entender. Sim, obviamente, um antropŰlogo norte-americano ou um brasileiro ou um francÍs ver“o as coisas de uma maneira algo diferente, e uma das razžes Č o contexto cultural do qual eles vÍm, do qual extraem suas percepÁžes e seus princĚpios. N“o h· nada de errado nisso, Č inevit·vel, o erro ocorre quando as pessoas n“o se conscientizam disso e simplesmente assumem que qualquer sensaÁ“o que tÍm n“o precisa ser confrontada com a realidade. Claro, n“o h· nada semelhante a um observador totalmente neutro e abstrato. Isso n“o Č t“o fatal quanto pode soar, sŰ significa que Č preciso pensar sobre de onde as pessoas vÍm, onde elas est“o trabalhando etc.

 

E o que o sr. pensa a respeito do atual movimento chamado "pŰs-moderno" na antropologia?

 

Freq¸entemente n“o se sabe bem de que se trata quando se fala em pŰs-moderno. N“o me considero um pŰs-moderno no sentido estrito, mas acredito que os pŰs-modernos est“o apresentando questžes interessantes que precisam ser confrontadas atČ por aqueles de nŰs que possivelmente n“o est“o muito enamorados das respostas dadas por eles quanto poderiam estar. Mas as questžes que eles trazem e as preocupaÁžes que eles tÍm s“o todas bem reais, e essas questžes e preocupaÁžes exigem algum tipo de resposta. Se a resposta que Č usualmente associada ao pŰs-modernismo, que Č uma vis“o descentrada e altamente relativa das coisas, Č a resposta ideal, eu n“o tenho certeza, mas acho que os pŰs-modernos devem ser tomados como positivos para a construÁ“o da teoria antropolŰgica. Eles contribuĚram muito, criticamente, fizeram com que algumas posiÁžes e argumentos se mostrassem simples demais para serem mantidos e tambČm trouxeram o tipo de pergunta que vocÍ fez momentos atr·s sobre a influÍncia da sociedade de alguČm na percepÁ“o desse alguČm etc. Foi esse tipo de coisa, entre outras, que nos foi trazido pelos pŰs-modernos. Um monte de outros problemas com relaÁ“o ý escrita, com relaÁ“o ý retŰrica, com relaÁ“o ý quest“o da prova etc., como nas ciÍncias naturais, tudo isso vem ý tona, ao menos em parte, devido ý crĚtica pŰs-moderna. Ent“o, como crĚtica, acredito que tenha tido um valor significativo, mas, como forÁa positiva e construtiva, sou um pouco mais cČtico.

 

Quais s“o os seus planos para o futuro? O sr. pensa em escrever mais um livro?

 

N“o sei, n“o estou escrevendo um agora, tenho que escrever alguns ensaios e tenho que dar algumas palestras, mas tenho 74 anos, ent“o... VocÍ sabe, nesta altura a gente pensa no futuro de um modo diferente. N“o sei, talvez escreva algo, mas no momento n“o estou trabalhando em um livro, estou trabalhando _bem, escrevo resenhas, tenho que falar com algumas pessoas no mÍs que vem e coisas do gÍnero. Tenho que tentar cumprir algumas promessas que fiz antes e n“o pude cumprir enquanto estava escrevendo livros. Mas eu posso eventualmente voltar a escrever. Veremos. Quando se toca de ouvido, quem sabe?

 

 


A mitologia de um antropŰlogo (= entrevista de Victor Aiello Tsu com Clifford Geertz), in: Folha de S“o Paulo (S“o-Paulo/BRA: Empresa Folha da Manh“ S/A),  (February 18, 2001)


online source: http://www.pucsp.br/rever/rv3_2001/i_geertz.htm.

 


Using this text is also subject to the general HyperGeertz-Copyright-regulations based on Austrian copyright-law (2001), which - in short - allow a personal, nonprofit & educational (all must apply) use of material stored in data bases, including a restricted redistribution of such material, if this is also for nonprofit purposes and restricted to the scientific community (both must apply), and if full and accurate attribution to the author, original source and date of publication, web location(s) or originating list(s) is given ("fair-use-restriction"). Any other use transgressing this restriction is subject to a direct agreement between a subsequent user and the holder of the original copyright(s) as indicated by the source(s). HyperGeertz@WorldCatalogue cannot be held responsible for any neglection of these regulations and will impose such a responsibility on any unlawful user.

Each copy of any part of a  transmission of a HyperGeertz-Text must therefore contain this same copyright notice as it appears on the screen or printed page of such transmission, including any specific copyright notice as  indicated above by the original copyright holder and/ or the previous online source(s).